Inteligência e Testes de QI
     
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As relações interpessoais da criança sobredotada PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Bernardo, Carla Alexandra Albano   
Quinta, 08 Abril 2010 10:44

A sensibilidade e o interesse crescentes pela problemática da sobredotação e dos alunos sobredotados justificam-se pelos avanços e pela maior difusão social dos temas da psicologia e da educação. Por exemplo, aceita-se mais facilmente a diversidade e a diferenciação humana, assim como o direito à co-existência e respeito dessa mesma diferença e individualidade. (Winner, 1996). Ganha sentido, no âmbito de uma política socioeducativa de igualdade de oportunidades, que a escola - dita agora uma escola inclusiva - se preocupe com os seus alunos mais capazes e que deles possa esperar a excelência na sua aprendizagem e rendimento académico. Por outro lado, a problemática ganha maior visibilidade se atendermos a que, apesar das altas habilidades e elevados desempenhos em certas áreas cognitivas, vários destes alunos sobredotados passam despercebidos no sistema educativo ou, ainda, aparecem identificados apenas quando evidenciam particulares dificuldades de comportamento e de desenvolvimento. Muito naturalmente, a sobredotação deve ser enquadrada nas actuais políticas de integração escolar, mais concretamente no seio das "necessidades educativas especiais", e como tal pode fazer apelo a diferentes formas de actuação.

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Sobredotação: Uma Realidade / Um Desafio PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Helena Serra Fernandes et al   
Quinta, 08 Abril 2010 10:33

Ao longo do tempo, o conceito de sobredotação tem sofrido uma evolução desde definições que confinam a sobredotação às habilidades cognitivas (QI), até definições mais alargadas que incluem múltiplas áreas de capacidade e actividade humana. Uma das teorias mais respeitadas na actualidade vem do pesquisador americano Joseph Renzulli.

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Da identificação às respostas educativas para alunos sobredotados PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Miranda, Lúcia do Rosário Cerqueira de   
Terça, 09 Março 2010 12:32

Entre as medidas educativas para os alunos com características de sobredotação encontram-se os programas de enriquecimento. Podendo estes programas ocorrer fora do espaço escolar, Renzulli (1977; Renzulli & Reis, 1985) propõe que uma das formas de escola atender a estes alunos passa pela implementação dos mesmos programas nos tempos e espaços escolares. Segundo estes autores, os programas de enriquecimento devem ser vistos numa sequência de maior exigência e selecção dos alunos de forma a evitar os falsos positivos e os falsos negativos no momento da identificação e do encaminhamento destes alunos para níveis sucessivos de complexidade de actividades. Assim, um primeiro nível, o programa pode generalizar-se a toda a população discente visando a descoberta de interesses e motivações para certos temas. Um segundo nível poderá dirigir-se a 15 a 20% dos alunos mais capazes, no sentido de com eles se trabalhar processos cognitivos e métodos de resolução de problemas. Finalmente, um terceiro nível do programa, atende-se entre 3 a 5% dos alunos, aproximando-nos já da taxa de alunos sobredotados considerada internacionalmente. Com este enquadramento teórico, avançamos na concepção do programa Odisseia destinado a alunos do 2º Ciclo do Ensino Básico. Um primeiro nível (Odisseia 5/I) (n=135) foi aplicado a todos os alunos que, na altura, frequentavam a escola em questão e o programa proporcionou aos alunos o contacto com diversos temas e assuntos de forma a estimular e a motivar os alunos para as fases seguintes do programa. Na segunda fase deste programa tomou-se uma subamostra desses alunos (n=68) considerando-se aqui os critérios de pontuação no percentil 75 nas provas de criatividade, aptidão e motivação, ou, ainda, a avaliação do rendimento escolar pelos professores e a motivação dos próprios alunos. O programa Odisseia 6/II promoveu competências de resolução de problemas criativos, de desenvolvimento de estudos de investigação e de relacionamento interpessoal, para numa fase seguinte, os que apresentavam alta capacidade, criatividade e motivação pudessem participar no Programa Odisseia 6/III (n=9). Este último nível estruturou-se na base do desenvolvimento de projectos de investigação na área de interesse de cada aluno. A avaliação do programa considerou variáveis cognitivas (criatividade e aptidão), variáveis motivacionais (metas académicas) e o rendimento escolar, comparando alunos com e sem programa, e dentro dos alunos com programa o grau de aprofundamento decorrente do nível do programa em que participaram. Ao mesmo tempo, considerou-se as percepções dos professores e directores da Escola. Os resultados obtidos parecem contrastar a informação recolhida pelos métodos qualitativas face aos quantitativos havendo sinais de claro aproveitamento por parte dos alunos, professores e directores, ainda que nem sempre reflectido em mudanças nos desempenhos dos alunos nos testes formais usados na avaliação. Mesmo assim, as análises apontaram para ganhos dos alunos ao nível do raciocínio abstracto, da fluência e elaboração verbal, da fluência, elaboração e originalidade figurativa, e, ainda, apesar dos resultados não assumirem valores estatisticamente significativos, nas metas de aprendizagem e no rendimento escolar face aos alunos do grupo de comparação. Pelo envolvimento conseguido por parte dos professores e dos directores da escola, bem como pela fácil adesão dos alunos às actividades propostas do programa, o programa de enriquecimento escolar Odisseia justificará o aparecimento de outros programas com características e objectivos similares para atendimento dos alunos mais capazes em contexto escolar, assegurando a igualdade de oportunidades educativas no quadro de uma escola que se pretende inclusiva.

Fonte: Tese de Doutoramento em Psicologia - Ramo do Conhecimento em Psicologia da Educação, http://hdl.handle.net/1822/8943

Clique para ler a tese "Da identificação às respostas educativas para alunos sobredotados"

 
Teste das Matrizes Progressivas Coloridas de Raven: Estudos psicométricos e normativos com crianças dos 4 aos 6 anos PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Sílvia Manuela dos Reis Brites   
Terça, 09 Março 2010 11:58

A Inteligência inclui a capacidade mental de raciocinar, resolver problemas, planear, compreender ideias e aprender, sendo tradicionalmente examinada por instrumentos de avaliação fundamentados do ponto de vista teórico, psicométrico e normativo. O incremento de instrumentos disponíveis que possibilitem precocemente, em idades pré-escolares, a avaliação da inteligência corresponde no nosso país a uma necessidade sentida pelos profissionais. O teste das Matrizes Progressivas Coloridas de Raven (MPCR; Raven, 1947; Simões, 2000) é um dos instrumentos de avaliação da inteligência não verbal mais utilizados neste contexto. Porém, em Portugal não existem estudos publicados com esta prova em idade pré-escolar. Na presente investigação foi observada uma amostra de 210 crianças, de ambos os sexos, com desempenho escolar normal e frequência do pré-escolar e primeiro ciclo, oriundas de 8 agrupamentos de escolas do Distrito de Leiria, maioritariamente provenientes de escolas públicas, com o objectivo de estudar as características psicométricas e obter dados normativos numa faixa etária entre os 4 anos e 0 meses e os 6 anos e 11 meses. Para efeitos de estratificação da amostra consideraram-se adicionalmente as percentagens nacionais relativas às áreas de residência (urbana/rural). Os estudos psicométricos incluíram o exame da precisão: (i) a estabilidade temporal testereteste com um intervalo de 3 semanas (r = .75); e (ii) a análise da consistência interna (alfa de Cronbach = .73). Os estudos de validade com o teste das MPCR foram realizados com base numa amostra de 25 crianças e no recurso a 2 subtestes da WPPSI-R (Quadrados e Vocabulário) (Wechsler, 2003), ao teste do Desenho da Figura Humana (DAP; Naglieri, 1988) e ao Rivermead Behavioural Memory Test for Children (RBMT-C; Wilson, Ivani-Chalian & Aldrich, 1991). As correlações mais elevadas foram observadas entre pontuações nas MPCR e os subtestes de Vocabulário (r = .65) e Quadrados (r = .56) da WPPSI-R, tendo sido obtidas correlações relativamente baixas com as pontuações no RBMT-C (r = .39) e DAP (r = .20). Do ponto de vista normativo e de acordo com o esperado é observado um incremento sistemático e progressivo dos resultados com a idade. Considerados globalmente, os resultados da presente investigação apontam para valores de precisão e validade aceitáveis, sugerindo que o teste das MPCR pode ser utilizado com utilidade nestas faixas etárias.

Fonte: Tese de Mestrado em Psicologia, área de especialização em Avaliação Psicológica apresentada à Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra, http://hdl.handle.net/10316/12161

Clique para ler a tese "Teste das Matrizes Progressivas Coloridas de Raven: Estudos psicométricos e normativos com crianças dos 4 aos 6 anos"

 
Superdotação : estudo comparativo da avaliação dos processos cognitivos através de testes psicológicos e indicadores neurofisiológicos PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Simonetti, Dora Cortat   
Terça, 09 Março 2010 11:43

Estudando superdotação, e concebendo esta como associada a um alto nível de inteligência, o interesse potencial da nossa investigação foi ponderar os contributos das ciências neurais na identificação e descrição da superdotação. Partimos do objetivo de investigar a realização de tarefas cognitivas verbais e espaciais por adolescentes avaliados como superdotados através de testes de QI utilizando, como sinal psicofisiológico, a atividade cerebral e como técnica, o eletroencefalograma quantitativo com mapeamento cerebral. Objetivamos verificar se a representação neurológica se diferencia em adolescentes: superdotados e não superdotados. Uma atenção especial foi prestada à caracterização dos 77 participantes, na faixa de 11 a 14 anos, alunos de programas de atendimento a talentosos (Vitória, Espírito Santo, Brasil). Todos foram submetidos à avaliação psicométrica, escala WISC-III e, considerando critérios psicológicos, foram selecionados 15 sujeitos para o exame eletroencefalográfico, distribuídos em dois grupos: experimental, com QI igual ou superior a 130; e de comparação, com QI acima de 100 e não superior a 120. O registro eletroencefalográfico ocorreu ao mesmo tempo em que esses alunos realizavam tarefas cognitivas verbais e espaciais. Foi também dada particular atenção aos instrumentos e procedimentos a respeitar na avaliação das funções cognitivas, quer na base da psicometria, quer na base da neuropsicologia. Os resultados podem ser assim sumarizados: no grupo dos superdotados foi contínua a predominância de alfa, percentil frequencial sempre superior, alta amplitude, na realização de ambas as tarefas, o que não observamos no grupo comparação. A localização das ondas cerebrais se deu, predominantemente, nas áreas occipital, pré-frontal e frontal, com dominância do hemisfério esquerdo para os dois grupos. Os resultados confirmam as hipóteses de que existe uma relação entre o quociente intelectual, a frequência e a amplitude das ondas alfa durante a resolução das tarefas e que o EEGQ dos superdotados mostrou alto poder de alfa (menos atividade mental), não observado no grupo comparação. A importância atual da convergência de modelos no estudo da superdotação, dada a sua complexidade, merece ser destacada, ainda que o nosso esforço neste estudo se tenha confinado à psicometria e à neurofisiologia.

Fonte: Tese de doutoramento em Educação (ramo de conhecimento em Psicologia da Educação), http://repositorium.sdum.uminho.pt/handle/1822/9218

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Inteligência geral e conhecimento específico no Futebol PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Costa, João Carlos Viana Cunha   
Terça, 09 Março 2010 10:59

A investigação actual vem realçando a importância dos processos cognitivos nas acções realizadas no âmbito dos Jogos Desportivos Colectivos, em virtude das características complexas da sua intervenção. Entre os requisitos considerados fundamentais, o conhecimento específico da modalidade parece possuir um peso importante na performance desportiva. Contudo, a existência dum elevado nível de conhecimento poderá não garantir uma elevada prestação, se os caminhos de circulação de informação não estiverem optimizados e se o jogador não for capaz de adaptar e reordenar a sua intervenção em cada momento de jogo.No âmbito da avaliação do conhecimento específico em Jogos Desportivos Colectivos, os protocolos têm privilegiado, simultaneamente, a análise da prontidão e da qualidade da resposta, através de inquéritos de resposta múltipla.No presente estudo pretende-se analisar e comparar a forma como a inteligência geral dos jogadores de Futebol e o seu conhecimento específico do jogo se relacionam.

Mais especificamente, pretende-se: avaliar e comparar a Inteligência geral e o conhecimento específico do jogo em jovens praticantes de Futebol segundo os respectivos estatutos posicionais e nível competitivo; e contrastar a percepção do treinador, face à capacidade de decisão e ao conhecimento específico do jogo dos seus jogadores, com os resultados obtidos pelos seus jogadores nos testes de inteligência geral e do conhecimento específico do jogo.Para tal, foram utilizados o teste de atenção de Toulouse-Piéron, o teste das figuras Idênticas de Thurstone e as Matrizes Progressivas de Raven, para avaliar os processos cognitivos gerais dos jovens Futebolistas, bem como o protocolo de avaliação do conhecimento específico do jogo construído por Mangas (1999) e aperfeiçoado por Correia (2000). Estes instrumentos foram aplicados a uma amostra de 44 praticantes federados de futebol de diferentes níveis competitivos, com uma média de idades de 16.00±0.53 para o grupo de nível competitivo ...

Fonte: Dissertação de Mestrado em Ciência do Desporto, área de especialização em Desporto para Crianças e Jovens, apresentada à Faculdade de Ciências do Desporto e de Educação Física da Universidade do Porto: http://repositorio-aberto.up.pt/handle/10216/9930

 
Contribuciones del factor general y de los específicos en la relación entre inteligencia y rendimiento escolar PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Almeida, L. S., Guisande, M. A., Primi, R., & Lemos, G.   
Segunda, 01 Março 2010 15:46

Los tests psicológicos, y en especial los tests de inteligencia, a pesar de toda la controversia y críticas a las que están frecuentemente expuestos, siguen siendo relevantes para la práctica psicológica (Almeida, Diniz, Pais, & Guisande, 2006; Deary, Strand, Smith, & Fernandes, 2007; Diniz, Almeida, & Pais, 2007; Watkins, Lei, & Canivez, 2006). En los contextos escolares, los tests de inteligencia complementan la evaluación de los programas educativos y, en particular, apoyan la consulta psicológica en los casos de dificultades de aprendizaje y de orientación vocacional.

 in http://hdl.handle.net/10174/1809

 
A escola e a construção das estruturas da inteligência da criança. PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Orly Zucatto Mantovani de Assis   
Sábado, 27 Fevereiro 2010 22:36

Neste artigo, apresentamos resultados de pesquisas realizadas com crianças de 7 a 9 anos, apoiando-nos nos pressupostos da teoria piagetiana - que fundamenta a compreensão das relações entre ensino, aprendizagem e desenvolvimento - objetivamente verificar se a escola proporciona, verdadeiramente, aos seus alunos, a oportunidade de desenvolverem plenamente sua personalidade, a construção da inteligência, da moralidade, contribuindo para a formação de um cidadão apto a cooperar, ser solidário e capaz de empreender transformações sócio-culturais.

 

 
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